sábado, 13 de setembro de 2014

POR QUE MUITOS PROFISSIONAIS SE CAPACITAM E SE DESQUALIFICAM?

Autor: Addae do Carmo

Em um mundo que está cada vez mais competitivo e que vem exigindo cada vez mais capacitação profissional, quero retratar uma realidade empresarial à “desqualificação profissional” um termo que não é utilizado e que nem existe no dicionário, mas na minha visão de suma importância e que deve ser debatido não somente em um ou outro lugar, mas em diversos meios e mídias, tanto acadêmicas quanto empresariais.
As empresas exigem de seus profissionais cada vez mais qualificação, sendo pedido muitas vezes Graduação, Pós, MBA, Mestrado, Doutorado, Inglês, Mandarim, e outros tantos conhecimentos que se eu fosse citar aqui iria aumentar esse artigo em pelo menos três paginas e em troca oferecer salários mínimos valores irrisórios e que muitas vezes não supre nem mesmo as necessidades básicas de seus funcionários. E mais muitas vezes não pedem qualificações desnecessárias e não aplicáveis à função ou ao cargo e que quando o novo colaborador se depara com a pratica acaba se desmotivando e acaba por achar que estudou a toa.
Não quero que você pare de estudar e se qualificar eu sou totalmente favorável à qualificação profissional e também que o colaborador se prepare para enfrentar os desafios que lhe serão apresentados no contexto organizacional, porém existe uma discrepância muito grande entre o que é pedido e a realidade e isso muitas vezes faz com que pessoas muito capacitadas de tornem pessoas desqualificadas.
Dentro das universidades e escolas técnicas e profissionalizantes criam tantas teses e teorias, mas esquecem de levam em consideram a aplicação no contexto organizacional, onde existe um distanciamento cada vez maior entre a pratica e a teoria. Os acadêmicos sobre falam para acadêmicos e escrevem para outros acadêmicos e isso faz com que quem não participa desse meio não tenha acesso ao conhecimento e muitas vezes criem certa resistência, pois não conseguem compreender o que se quer passar. Por não conseguirem compreender dizem que “é tudo baboseira, besteira e no papel é tudo bonito na pratica que eu quero ver”. As organizações devem buscar o equilíbrio entre o erudito e o popular, utilizar a técnica de maneira simples, porém precisa ser limpa e de forma a se alcançar resultados.
O que muitas vezes também acontece é que a pessoa se qualifica, mas quanto mais estuda menos produz, começa a colocar barreiras, empecilhos, passa usar o famoso jargão “isso não é da minha função”. Esquece-se de algo que aprendem logo no inicio de seus estudos a proatividade, a atitude que faz tanta diferença no ambiente profissional, empresarial e acadêmico. A pessoa se torna literalmente um “chato”, que conhece muito, mas pratica pouco.

Pare para pensar. Será que você não está se tornando um “chato”? Deixando de lado coisas básicas como trabalho em equipe? Cooperação? Iniciativa? Não seja um dos muitos que quanto mais se capacitam mais se desqualificam e por fim não se esqueça crescer junto com outras pessoas é muito mais fácil que crescer sozinho.
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