quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O FIM DO RH?

Autor: Addae do Carmo

       Quando falamos de mudanças dentro de uma organização o primeiro setor que vem a nossa mente é o setor de Recursos Humanos, pois normalmente é um setor ligado a mudanças e a inovação e que busca sempre alcançar novos patamares e novas metas organizacionais e sociais. O Recursos Humanos que em muitos casos está deixando de ser operacional e passou a ser estratégico está sendo questionado. Recentemente o indiano Ram Charam questionou a eficiência desse setor e chegou a ponderar a sua divisão em dois novos setores, um como foco operacional e outro com foco estratégico e a partir desse ponto que quero construir minha reflexão.

      É certo que nos últimos anos o setor de Recursos Humanos vem ganhando destaque e sendo cada vez mais valorizado, porém o que devemos parar para pensar é se o Recursos Humanos está preparado para assumir essa responsabilidade, ou se realmente se faz necessário a divisão do RH em duas partes visto a ambiguidade das tarefas a ele desempenhadas.
  
   Concordo parcialmente com a divisão do RH em duas partes, acho complicado exigir de que uma pessoa seja operacional e estratégica ao mesmo tempo, que ela defina o futuro da empresa e cuide de questões rotineiras, lógico que existem muitas pessoas com essa capacidade, mas no entanto esse número é pequeno diante da necessidade desse tipo de profissional. O mais difícil para o profissional dessa area é a constância e a rotina enfadonha que minha sua criatividade e limita seu tempo de atuação em questões de cunho estratégico.

      Creio que seria melhor não pensar como uma fragmentação do setor de RH, mas como uma possibilidade de se chegar a resultados maiores, visto que os profissionais dessa area teriam mais tempo para se engajarem em processos estratégicos e inovadores, sendo que um dos grandes desafios para esse profissional é o de conseguir conciliar o tempo útil entre atividades operacionais e atividades estratégicas.

      Cabe a reflexão e se faz necessário pensar que as vezes menos é mais e que não adianta o RH querer levar toda a empresa nas costas sozinho, as vezes é preciso dividir para somar e esse é o principal objetivo, ou seja, dividir o trabalho e aumentar o trabalho em equipe. Não pensar como um departamento, mas como uma parte de um corpo ou organismo que deve priorizar o funcionamento da organização como um todo e não apenas do RH.
        Tenho a plena certeza que no futuro o RH será um dos mais importante se não o mais importante setor nas organizações, mas até lá cabe a nós revisarmos e ponderamos se estaremos prontos para assumirmos tais responsabilidades.

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