quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

MEDO DE SER CRIATIVO

Autor: Addae do Carmo


Autor: Addae do Carmo.

Nesse inicio de 2015 muitas organizações lançaram um desafio a suas equipes, “Sejam Criativos”, mas quantas dessas estão realmente preparadas para absorver essa criatividade? Em um era que se busca a constante inovação essa é uma questão muito pertinente e relevante. Segundo White, Hodgsone Crainer (1995, p. 92) “Crianças são natural e instintivamente criativas. Compare isso com as organizações que natural e instintivamente desconfiam da criatividade […]”, as corporações por mais que digam que são abertas a criatividade, infelizmente não o são de fato.
Os gestores devem lidar com cenários em constante mudança, despendemtempo e dinheiro criando planos estratégicos e estruturas fixas, por isso quando são confrontados por ideias se retraem. “[…] Na empresa tradicional, os elementos de criatividade são isolados. É arriscado fazer o novo e diferente. […]” (WHITE;HODGSON; CRAINER, 1995, p. 92). Conforme gestores adquirem experiência quase que unanimemente assumem que sua função dentro da organização é de unicamente gerar resultados positivos, sejam esses financeiros ou não. Por esse motivo vão sempre buscar formas mais seguras e conhecidas, irão se basear em fatos, projeções e estratégias passadas.
Nessa busca por segurança constantemente as pessoas que tem ideias acabam sendo deixadas de lado, numa tentativa de controla-las:
Os “nerds” e outros tipos parecidos habitam um mundo próprio, que é colocado à parte do curso normal dos acontecimentos. Como são difíceis de se administrar, as empresas escolhem não administrá-los. O estereótipo sugere que apesar de poderem ter ideias brilhantes, não têm a menor compreensão da realidade comercial. Colocados à parte, eles podem ser controlados e os efeitos perniciosos da criatividade ‘inconvencional’ não vão se infiltrar no resto da organização.(WHITE; HODGSON; CRAINER, 1995, p. 92).

Como vimos pessoas que tem ideias brilhantes são constantemente deixadas de lado, muitas vezes consideradas pessoas que seriam incapazes de atingir uma meta ou de alcançar resultados por menores que esse sejam. Podemos aprendem muitos observando as crianças e a forma que se abrem a criatividade e absorvem estímulos. É possível notar que crianças mudam rapidamente de uma atividade para outra e para elas não existe uma forma correta de se fazer qualquer coisa que seja. Existem sempre métodos alternativos e elas os usam independentemente do quão estranhos e pouco usuais possam parecem. É de se admirar como não se deixam levar pela forma como as coisas sempre foram feitas, pela forma como algo deveria ser feito ou muito menos pela forma que um indivíduo faz as coisas (WHITE; HODGSON; CRAINER, 1995, p. 94).
Devemos de fato nos aventurar no mundo das ideias sem preconceitos e se deixar levar pela necessidade de inovação e ter dentro de nós mesmos um sentimento pulsante de inconformismo. “Um ditado famoso é que quem ensina o gatinho a caçar ratos é o rato e não a gata mãe. À medida que os ratos ficam mais difíceis de se caçar, os gatinhos aprendem a caçar ratos mais difíceis[…]”(WHITE; HODGSON; CRAINER, 1995, p. 95). O que se deve ter em mente é que ideias mais complexas e pontos de vista variados são apenas formas de se alcançar metas mais difíceis.

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REFERÊNCIAS

WHITE, P. Randall. HODGSON, Philip. CRAINER, Stuart.  A Liderança do Futuro: Estratégias para lucrar mais aproveitando as incertezas. São Paulo: Nobel, 1998.
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