quinta-feira, 30 de abril de 2015

EMPRESAS FAMILIARES… “CASES x LIÇÃO DE CASA” Parte 2



Prof.João Mariano de Almeida


A idéia de relatar “cases” é que os empresários que estiverem lendo este artigo, poderão fazer associações imediatas, com suas próprias situações e caminhos para solucionar seus problemas, ou mesmo ajudar amigos que estejam passando por isso.    Os casos são verdadeiros, todos aqui do interior de São Paulo e algumas empresas dos cases ainda se encontram operando.


CASE II – A família, um casal, com 02 filhas e 01 filho adolescente , com uma filha formada em Direito e querendo advogar, a outra, ainda estudante atuando na empresa e o menor, desejando atuar em outro segmento.


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A família, tem um grande supermercado, que é gerenciado pela esposa, enquanto o marido atua no setor de transporte e depósito.  A filha mais velha formou-se em direito e tem como sonho ser promotora ou juíza.  Já vem estagiando em escritórios de advocacia na cidade, em busca do seu espaço e aos sábados vai para o supermercado ajudar a mãe e avó devido movimento.  Já tem seus objetivos e metas definidos e discutiu isso várias vezes com os pais, que parecem ter aceitado, mas guardam uma pontinha de esperança lá no fundo, que ela mude de idéia..... Ao conversarmos com a menina, ela comentou que sabe onde quer chegar e vai ser juíza.   A outra filha, também estudante de direito, atua no escritório do supermercado e comentou que primeiro quer se formar, para depois decidir...ainda tem dúvidas sobre as opções profissionais para seu futuro.  O menino, de apenas 14 anos, alto e forte, vem brigando com os pais, porque não deseja trabalhar no supermercado e sim em sítios e fazendas.   Como a família tem um sítio, nos finais de semana, quando não tem aulas, ele quer ir para o sítio lidar com os animais, porcos, vacas, galinhas, enquanto os pais querem que ele venha ajudar no supermercado...essa ajuda acaba sendo na expedição, ajudando a colocar entregas nos caminhões ou no depósito, ajudando o pai, nas descargas de mercadorias...Fisicamente, o menino é muito forte e tem porte ser peão de rodeios, que é o sonho dele, conforme comentou conosco, quando conversamos com ele a pedido da mãe...Conversamos com os pais, que ficaram de conversar mais e pensar numa decisão.


Lição de Casa :
  1. vocação sempre é mais forte que imposição de qualquer atividade, simplesmente por ser da família....vocação traz prazer na realização das coisas, faz com que as coisas sejam feitas com mais qualidade e isso traz melhores resultados....
  2. as famílias precisam criar a estrutura funcional (...antigos organogramas....), com visão profissional, colocando profissionais adequadamente preparados nas funções, mesmo que tenha filhos formados que possam assumir, mas que não desejem fazer isso....
  3. as empresas funcionam melhor, quando não desmontam as famílias e as famílias também, quando não desmontam as empresas...nada impede que se invista em atividades diferentes do negócio da família, gerando novos negócios para herdeiros que tem certeza do que desejam...


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Autor: Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em Projetos de Melhorias de Resultados (produtividade/processos/qualidade, reduzir custos/desperdícios, marketing/vendas/gerar novos negócios, RH/motivação), em negócios familiares. É autor dos áudios (cd´s/voz) “As 10 Dicas para Sucesso da Empresa Familiar” e “Sugestões para Solucionar Problemas na Gestão Familiar”, já disponíveis na região.  Realiza também palestras gratuitas, com fins sociais, para recolher alimentos para entidades sociais. Cel. (17) 9702-1007 / em: pmr.mariano@bol.com.br /joaomarianoalmeida@gmail.com

EMPRESAS FAMILIARES… “CASES x LIÇÃO DE CASA”


Prof.João Mariano de Almeida


A Gestão Familiar no Mundo Hoje
As pesquisas que venho realizando há quase duas décadas  sobre Gestão de Negócios Familiares, com material nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola,  mostram que independente do país, os problemas das empresas familiares são muito parecidos.  Os negócios de propriedade de famílias consideram os filhos como sucessores em primeira instância, principalmente em países como Portugal, Espanha, na Europa e nos de língua espanhola, aqui na América do Sul.  Alguns países tem uma grande preocupação com esse tema, como Portugal, onde o assunto é tratado em faculdades e associações de jovens empresários, com muita intensidade.   Na América do Sul, Uruguai, Chile, Argentina, estão na frente, na intensidade com que tratam o tema Gestão Familiar, seja pelas universidades ou associações de classe, como as de jovens empresários.


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No Brasil, alguns estados, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão  na frente, em volume de eventos realizados, nas universidades e nas associações comerciais industriais, de classe, de jovens empresários.  Depois São Paulo e Rio de Janeiro que  também estão tratando o assunto com muita seriedade, com introdução até mesmo da disciplina “gestão familiar”, em grades curriculares.   Outros Estados, começam a buscar informações sobre o tema, a começar por Pernambuco e Bahia,  onde já existem profissionais do ramo em Recife e Salvador, com atuação ainda local, mas já trazendo o tema, para universidades e associações.


Estou relatando alguns cases, com os quais tomei contato pessoalmente nas minhas atividades profissionais, os quais acredito trarão interessantes “lições de casa”, para refletirmos.


CASE I : um casal proprietário de uma rede de lojas 1,99, com 02 filhos homens, os quais desejavam criar seu próprio negócio particular....sem vontade de atuar no negócio dos pais...


O casal em uma rede de lojas 1,99 com mais de 40 lojas de porte, estão na faixa dos 50 anos e tem 02 filhos em torno dos 25 anos.....Numa primeira fase,ainda adolescentes, foram introduzidos na empresa, sem uma responsabilidade definida, para um primeiro contato com o negócio, orientados por um gerente.....  Por razões “indefinidas”, sua vocação migrou ainda na adolescência para o desejo de atuar em rodeios, principalmente com tropas e comitivas....Como é uma região onde existem rodeios famosos, como a Festa do Peão de Barretos, A Expô de Fernandópolis e o Country Bull de Rio Preto, eram assíduos freqüentadores e provavelmente sofreram influências do sucesso de grandes tropeiros, como Paulo Emílio, do Touro Bandido e outros.  O fato é que não queriam mais tocar os negócios dos pais, como opção profissional.  Num primeiro momento houve uma forte reação do pai,que chegou a impor a presença deles no escritório da empresa, dando-lhes algumas atividades administrativas.   Mas não funcionou, porque agiam com displicência, sem dedicação e os trabalhos não eram realizados.  A mãe, pressionada pelo pai de um lado e pelos filhos de outro, optou por apoiá-los e conseguiu convencer o marido a aceitar a opção dos filhos, inclusive investindo no negócio.  Felizmente, um final feliz, já estão com uma boa tropa e alugando seus equipamentos e animais para diversos rodeios, já com algum lucro.


Lição de Casa :
  1. se houver compatibilidade entre vocação e atividade exercida, a possibilidade de sucesso será maior do que em outras circunstâncias...
  2. os pais devem entender que seus negócios foram “originados dos seus sonhos” e que seus filhos podem ter sonhos, metas e objetivos diferentes, sem atração alguma pelos negócios da família...
  3. outra faceta é enxergar os conflitos de interesse pelo lado positivo, entender que sua empresa pode ter como missão “fazer a terraplanagem da estrada” que vai levar seus filhos ao futuro...


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Autor: Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em Projetos de Melhorias de Resultados (produtividade/processos/qualidade, reduzir custos/desperdícios, marketing/vendas/gerar novos negócios, RH/motivação), em negócios familiares. É autor dos áudios (cd´s/voz) “As 10 Dicas para Sucesso da Empresa Familiar” e “Sugestões para Solucionar Problemas na Gestão Familiar”, já disponíveis na região.  Realiza também palestras gratuitas, com fins sociais, para recolher alimentos para entidades sociais. Cel. (17) 9702-1007 / em: pmr.mariano@bol.com.br /joaomarianoalmeida@gmail.com

quarta-feira, 29 de abril de 2015

QUAIS AS EMPRESAS QUE SOBREVIVERÃO NOS PRÓXIMOS ANOS ? Os caminhos para obter bons resultados, nos negócios familiares e individuais

Autor: Prof.João Mariano de Almeida


  1. Aquelas que conhecem bem os seus custos, as suas margens, para formar com segurança os seus preços, criando fichas técnicas detalhadas e treinando os colaboradores para atualizá-las sempre que for necessário.
  2. Quem procurar sair dos bancos e capital de giro de terceiros,  gerando recursos próprios e usando-os preferencialmente nas próprias empresas,  andando com suas “próprias pernas”, através de crescimento auto-sustentado.
  3. Aquelas bem organizadas internamente, com controles simples, relatórios rápidos e bem detalhados, fluxos de informações práticos, material de uso administrativo organizado e atualizado sempre disponível, arquivos práticos e de fácil acesso.
  4. Quem tiver um processo de comunicação prático e funcional, com contatos diretos entre pessoas e departamentos,  sem voltas inúteis através de papéis, correspondências ou  e-mails, fax e outros distanciadores, buscando sempre o lado prático, rápido, direcionado.
  5. Aquelas com boa produtividade geral e individual, eficiência acima de 80% das horas trabalhadas e que eliminarem os tempos improdutivos, esperas inúteis, gente/produtos/componentes andando na fábrica, retrabalhos constantes por falta de discussão dos processos e qualidade,  gerenciar os abusos no uso pessoal  de equipamentos das empresa ou computadores e internet (msn).
  6. Aquelas preocupadas em desenvolver seus colaboradores de todos os níveis (em conceitos de produtividade, qualidade, liderança, criar e usar relatórios e indicadores dos resultados), buscando excelência em produtos, serviços e desenvolver a competência individual das lideranças e pessoal operacional.
  7. Aquelas que forem mais rápidas na implantação de uma política diferenciada do atendimento e  serviços já que os preços tendem a cair e uniformizar, tornando as escolhas dos clientes um fator mais emocional que racional.
  8. Aquelas que acordarem em tempo, afinal irão sobrar poucos tipos de empresas, as mega-empresas, fruto de associações, fusões e aquisições e as pequenas e médias com alta evolução tecnológica e que tenham velocidade nos seus processos. PENSE NA SUA EMPRESA : ELA SE ENQUADRA ENTRE OS MODELOS CITADOS ?


ALGUMAS AÇÕES PRÁTICAS QUE SUGERIMOS :

  • Medir a sua produtividade geral e individual, por produto ou peça/componente. Não é mais época de aguardar o produto chegar ao final da linha ou expedição,  para saber o seu custo. Hoje, se você interferir nas etapas e conseguir melhorias, seu custo final poderá ser melhorado, gerando maior poder competitivo.
  • Introduzir um sistema efetivo / ético de garantia da qualidade, prático, simples, porém sério, honrado, que seja praticado por todos na organização, independente do fato de haver pressões externas ou “luzes momentâneas” iluminando seus negócios.
  • Simplificar a papelada, organizar os fluxos de informações e papéis internos, adequar os controles e relatórios, gerar as informações que faltam e aprender a usá-las.
  • Criar e usar IDR-indicadores de desempenho e resultados, sejam econômico-financeiros, operacionais, administrativos, de produção ou comerciais. A partir de relatórios bem elaborados, com dados precisos e comparativos,  será possível avaliar resultados e projetar o futuro.
  • Praticar um marketing orientado e prático, seja nas ações publicitárias públicas, sejam na confecção de todo material promocional a ser enviado aos clientes, desde cartões de visita legíveis e atualizados, folders menos ostentativos e mais direcionados, folhetos com textos cursos e diretos, e-mails claros e direcionados, site sem frescuras nos acessos,  com endereços expostos e contatos facilitados.
  • Rever as políticas da gestão de pessoas, inserindo  plano de carreira, política salarial, avaliação de desempenho individual e por equipes, redefinição das atribuições, responsabilidades e autonomias nas funções.
  • Tomar medidas sérias na área comercial, revendo o quadro de representantes e vendedores, treinando adequadamente quem atuar no atendimento, organizando informações e estatísticas, implantando processos de atendimento competentes / eficazes e uma gerência focada em resultados e motivadora.
  • Implantar um sistema de custos por computador e um processo de redução dos custos e desperdícios em todos os setores e processos, abrangendo desde as pequenas despesas administrativas como xerox, material de uso diário, até uso de veículos ou equipamentos e colaboradores de forma inadequada.


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Autor: Prof.João Mariano de Almeida, administrador de empresas, com pós em RH e mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981, em Projetos de Melhorias de Resultados (produtividade/processos/qualidade, reduzir custos/desperdícios, marketing/vendas/gerar novos negócios, RH/motivação), em negócios familiares. É autor dos áudios (cd´s/voz) “As 10 Dicas para Sucesso da Empresa Familiar” e “Sugestões para Solucionar Problemas na Gestão Familiar”, já disponíveis na região.  Realiza também palestras gratuitas, com fins sociais, para recolher alimentos para entidades sociais. Cel. (17) 9702-1007 / em: pmr.mariano@bol.com.br / pmr_almeida@hotmail.com

segunda-feira, 27 de abril de 2015

OS SALTOS PARA ASPIRAÇÕES PESSOAIS E PROFISSIONAIS

Autor: Prof.João Mariano de Almeida


O sapo, “anfíbio anuro”, aparência rude, saltos pequenos e constantes, espontâneos  ou instigados, devora vorazmente os insetos que tanto prejuízo trazem sem pedir nada em troca....Tem por inimigos a cobra, rastejante e traiçoeira, mas que apenas exerce a lei da natureza, no ciclo de alimentação.  Apesar da qualidade de depurador ambiental, ele às vezes é morto pôr medo, pela sua aparência. O que podemos aprender com ele?  Dar saltos constantes em nossos negócios e vida pessoal, fixar uma direção e metodicamente ir saltando em direção à mesma.


O coelho, “mamífero leporídeo cavador”, herbívoro, sempre alerta, pele bonita e colorida, tão dócil e com dentes em crescimento constante, sendo forçado a estar sempre roendo algo para seu desbaste.  Só morde quando realmente incomodado e ganhou fama pela sua capacidade reprodutiva....coito e ciclos muito rápidos....Ele inspira pela beleza e graça, mas também sofre com os cães que os matam como intrusos no território, com as crianças que torcem suas orelhas como se fossem de pelúcia e os adultos que os transformam em fonte de renda, pela pele ou carne.  O que podemos aprender com ele? Seus saltos podem ser laterais ou para frente, um pouco maiores que os do sapo e podem nos levar mais rapidamente aos nossos objetivos, possibilitando avanços  e desvios de rota quando necessário, tal qual em nossas vidas, quando as situações nos obrigam a recuar, mudar de direção ou avançar rápido.  Temos que ter essa flexibilidade para sobreviver.


O canguru, “mamífero marsupial herbívoro”, nosso conhecido de filmes e documentários, é tão diferente na postura em dois pés, nas dimensões dos membros, pernas enormes e braços pequenos, dando saltos enormes e contínuos e tem capacidade de viver em grupo. Na Austrália, sua terra, se transforma em alimentação dos aborígenes e abrigo pelo couro...No cinema e circos, faz o papel engraçado de boxeador...Sua reprodução descontrolada o faz procurar fonte de alimentos nas fazendas como se desejasse dizer...”nós já estávamos aqui antes de vocês”...aos fazendeiros australianos...O que podemos aprender com ele? Em que fase de vida devemos saltar como o canguru, para chegar aos nossos objetivos, nossas metas pessoais ou profissionais?  Talvez, ao sair de uma longa hibernação ou crise em que ficamos observando o mundo sem fazer nada, sem realizar....Então teremos que saltar rapidamente para recuperar o  tempo perdido na busca simultânea de novas opções...de novos caminhos....


O gato, “felídeo domesticado”, famoso na fábula porque ensinou alguns saltos para a onça e deixou um trunfo na manga para o momento crítico, quando o aluno quis  devorar o mestre e este saltou para trás...o famoso “pulo do gato”....Também símbolo de beleza masculina...”ele é um gato”....ou de gente desonesta e espera....”cuidado com o gato” ou “gatuno”....É admirado, tanto pôr homens como mulheres, pelo jeitão tranqüilo e quase silencioso de se manter em casa, principalmente em apartamentos onde os cães se revelam inadequados... O que podemos aprender com ele? Poderíamos comparar o seu salto em direção à presa, com precisão, àquelas ocasiões em que teremos apenas uma oportunidade de atingir nossa meta, naquele momento, naquele instante...e temos que nos concentrar como ele faz e com calma calcular as nossas possibilidades....e ENTÃO SALTAR E AGARRAR A OPORTUNIDADE !


Quem mais pode saltar tão bem que possa nos inspirar em nossa vida pessoal ou profissional, principalmente nos dias atuais, em que rapidamente nosso conhecimento fica defasado, exigindo uma retomada rápida, que não poderá ser feita em passos, mas sim em saltos, para não ficarmos atrás na fila das oportunidades.  É hora de pensar nos “SALTOS DA VIDA”....e COMEÇAR A SALTAR !


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Autor: Prof.João Mariano de Almeida, pós em Rh, mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981 em PMR-Projetos de Melhorias de Resultados (Produtividade/Qualidade/Processos, RH/Avaliação Desempenho/Política Salarial/Plano de Carreira/PPR-Participação nos Resultados /  Reduzir Custos/Desperdícos, Marketing/Vendas/Gerar Novos Negócios, Formar e Reciclar Lideranças e Programas Motivacionais), em negócios familiares. É autor dos áudios (cd´s-voz) “AS 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar” e “Sugestões para Solucionar Problemas na Gestão Familiar”, já disponíveis na região. Realiza também palestras com fins sociais, para recolher alimentos e doar para asilos e outras entidades sociais. Cel. (17) 9702-1007 / pmr.mariano@bol.com.br / pmr_almeida@hotmail.com

domingo, 26 de abril de 2015

EMPRESAS FAMILIARES: COMO REDUZIR DESPERDÍCIOS ADMINISTRATIVOS, COMERCIAIS E OPERACIONAIS?

João Mariano de Almeida




Desperdícios são os recursos gastos além do necessário, aumentando os custos normais dos produtos, serviços, comercialização, sem trazer benefícios e reduzindo seu lucro. Os exemplos e soluções sugeridas são ilustrativos,  mas baseadas na vivência do autor em mais de 100 projetos de melhorias de resultados, de T&D gerencial, de produtividade ou organizacionais, nos últimos 20 anos.



Onde Localizar Alguns Desperdícios ?

1.Ao Produzir Algum Produto


a) erros na especificação da matéria-prima
  • especificação superior ao necessário gera investimentos adicionais inúteis. Ex: usar uma chapa mais grossa ou ferro com bitola maior que o necessário. Como exemplo de adequação, cito as cervejas em lata, que na época do lançamento, tinham espessura superior às atuais, hoje adequadas para congelamento, embora não resistam a quedas e choques porque não foram especificadas para isso.
  • especificação inferior ao necessário, geram problemas na qualidade, com risco de perder os produtos ou exigir reparos. Exemplo : tinta de baixa qualidade, manchando os móveis pintados nas fábricas.
  • Solução :  adequar especificações às necessidades reais de uso dos produtos. Exemplo : imprimir rascunho em papel couchê (muito mais caro que um papel de rascunho). É rascunho, use papel mais barato.


b) erros a maior ou menor na quantidade produzida, acarretando estoques excessivos ou insuficientes.
  • Solução: adequar os estoques às vendas, planejando a produção aos volumes históricos e metas planejadas no período.

c) uso inadequado da mão-de-obra, porque a subutilização mostra capacidade ociosa e aumenta os custos, enquanto a superutilização poderá provocar stress e ocasionar erros que podem exigir reparos nos produtos ou perdas de matéria prima e tempos produtivos.  

Quanto à capacitação das pessoas, sua falta vai exigir treinamentos adicionais, risco de não cumprir metas produtivas e mais tempo gasto nos acompanhamentos das atividades.
  • Solução: adequar o quadro funcional (quantidade de pessoas), ao balanceamento das linhas produtivas e gestão administrativa, deslocando ou não as pessoas, conforme necessidade.


O excesso de capacitação vai mostrar alocação inadequada da pessoa à função ou subaproveitamento de potencial, provocando reflexos motivacionais negativos.
  • Solução : criar o mapa de flexibilidade funcional e capacitar as pessoas nas atividades não dominadas, formando “coringas”, com domínio global das atividades da função.


d)Alterar Inadequadamente Métodos e Processos Produtivos


A sofisticação excessiva poderá gerar maiores gastos na implantação, manutenção e treinamento operacional.


Métodos e processos simplificados demasiadamente, podem afetar a qualidade final dos produtos. Exemplo: juntar etapas eliminando inspeções e passar problemas de acabamento.  Por outro lado, o excesso de etapas também geram custos adicionais.  É preciso mapear os processos, eliminar fases inúteis e melhorar o que agrega valor aos produtos.
  • Solução: adequar os processos ao ciclo dos produtos, treinando as pessoas em cada etapa, na produção e inspeção simultânea da qualidade.


e) Desperdícios com Máquinas e Equipamentos


A falta de manutenção preditiva e preventiva, ou fazer manutenção em ciclos inadequados,podem ocasionar paradas adicionais durante o processo produtivo, refletindo na quantidade produzida, tempos gastos, danificação de produtos e custos extras.
  • Solução: criar processos de manutenção preditiva e preventiva, usando estudos sobre o tempo previsto para desgaste dos componentes, com objetivo de reduzir a corretiva e seus reflexos negativos.


A utilização imprecisa das máquinas e equipamentos podem gerar acidentes, aumentar o consumo de energia, danificar produtos.
  • Solução: treinar e capacitar adequadamente os operadores, em programas formais, sem “QG” (quebra-galho).


A obsolescência ou sucateamento de máquinas e equipamentos, vai gerar perda de capacidade produtiva, paralisar a produção, afetando a própria competitividade do negócio.
  • Solução: adequar depreciação contábil e gerencial para repor máquinas e equipamentos no tempo adequado.


A quantidade excessiva de equipamentos na linha produtiva, vai exigir mais espaços físicos, afetando o layout, refletindo nos fluxos de entrada e saída com perda de tempo, atrasos na produção, excesso de investimentos no imobilizado.
  • Solução: equipamentos excessivos, evitando “guardar para um dia ser usado”..., reduzindo custos dos espaços físicos (m2 de layout), capital de giro parado em equipamentos inativos, máquinas com baixa utilização, espaços juntando lixo...


A falta de equipamentos vai sobrecarregar os disponíveis, acelerando seu sucateamento, ao gerar custos extras de manutenção, energia, horas extras.
  • Solução: substituir os equipamentos faltantes, buscando recursos financeiros (BNDS, Bancos, Proger, outros), ou criando dispositivos  mais em conta para manter o ciclo produtivo.



2. Na Operação (Logística Externa, Transportes e Movimentação Interna, Quebras por Quedas ou Choques, Danificações, Tempos Excessivos, Excesso ou Falta de Mão-de-Obra).

a) embalagens inadequadas, dificultando a logística (Exemplo : móveis e sofás inteiros, aparelhos de ginástica não desmontáveis).
  • Solução: adequar embalagens para reduzir ciclo até vendas. Exemplo: refrigerantes são paletizados já na expedição das fábricas e vão direto para áreas de vendas dos supermercados.  Quase todas as embalagens coletivas dos produtos são abertas diretamente nas gôndolas pelos repositores.  As embalagens são montadas em kits para varejo, com 3 ou 6 unidades cada, ou atacado, com 12 ou mais unidades, como ocorre com detergentes, papel higiênico e centenas de outros produtos.


b) quebras e danificação de produtos, através de choques com outros ou quedas, como amassar um eletrodoméstico, geladeira ou fogão, ou descascar laterais de móveis, danificar pequenas partes ao bater nas paredes.  
  • Solução: treinamento de manuseio e responsabilizar as pessoas envolvidas.


c) tempos excessivos na retirada dos produtos dos depósitos e ao carregar e descarregar caminhões devido problemas com documentação ou mão-de-obra.
  • Solução:automatizar processos de entradas/saídas/movimentações internas dos estoques, como já ocorre nos CD´s automatizados das grandes redes varejistas.



3.Na Comercialização dos Produtos e Serviços

a) erros na formação dos preços, gerando tabelas com falhas, devido apuração errada dos custos, fichas técnicas não atualizadas (faltando itens, quantidades erradas, preços não atualizados, cálculos mal feitos).
  • Solução: rever os custos e preços e criar um ciclo de atualização, que poderá ser quinzenal, mensal ou período definido pela gestão do negócio.


b) não cumprir prazos de entregas prometidos aos clientes, perdendo credibilidade e clientes e falta de planejamento das visitas aos “prospects” ou clientes potenciais, perdendo tempo, combustíveis e vendas.
  • Solução:criar o plano anual de marketing e vendas, clareando atividades, responsabilidades e autonomias nas funções.  Cobrar metas de cada pessoa, envolvida (ações tomadas, cumprimento de prazos, resultados obtidos).




4.Desperdícios na Administração


a) pagar juros adicionais nas duplicatas, porque alguém esqueceu a data de vencimento e não fez provisão de caixa, por falta de capital de giro, ao fazer compras sem planejar vencimentos. Exemplo: acumular vencimentos com fornecedores nas mesmas datas das folhas de pagamentos aos funcionários.
  • Solução: planejar as compras e seus prazos de pagamentos, com os recursos financeiros  os compromissos de folhas de pagamentos aos funcionários.

b) receber com atrasos excessivos sem cobrar juros, onerando o custo do capital de giro, necessário para fazer o negócio deslanchar.
  • Solução:manter os contatos formais  e no verso dos pedidos, a opção para cobrar legalmente os juros dos atrasos. Assinou, concordou.

c)excesso de reuniões, reduzindo o tempo dos gestores na atividade fim e o volume de ações em prol das metas e resultados planejados.
  • Solução: realizar no máximo, uma reunião por dia, no início do expediente, para direcionar ações imediatas a serem tomadas, ou no final, para rever resultados e redirecionar o planejamento do dia e semana.


d) não compartilhar informações entre gestores,  ao criar feudos, sonegar dados, alegar não saber dos fatos. Ou imprimir relatórios em demasia, para gestores de outros setores, sem relação direta com as decisões
  • Solução: cortar cópias adicionais dos relatórios, usando também a versão informatizada, “on line”,que poderá ser acessada para consultas através de senhas disponibilizadas entre gestores, mantendo também bancos de dados nos sistemas.





Autor: Prof.João Mariano de Almeida, pós em Rh, mestrando em Gestão de Negócios, atuando desde 1981 em PMR-Projetos de Melhorias de Resultados (Produtividade/Qualidade/Processos, RH/Avaliação Desempenho/Política Salarial/Plano de Carreira/PPR-Participação nos Resultados /  Reduzir Custos/Desperdícios, Marketing/Vendas/Gerar Novos Negócios, Formar e Reciclar Lideranças e Programas Motivacionais), em negócios familiares. É autor dos áudiolivros “AS 10 Dicas para o Sucesso da Empresa Familiar” e “Sugestões para Solucionar Problemas na Gestão Familiar”, já disponíveis na região. Realiza também palestras com fins sociais, para recolher alimentos e doar para asilos e outras entidades sociais. Cel. (11)98514-0675 / em: joaomarianoalmeida@gmail.com /  skype:almeidamariano1952