terça-feira, 2 de dezembro de 2014

REPOSICIONAMENTO DAS PESSOAS NA ORGANIZAÇÃO

As organizações são formadas por pessoas e segundo Chiavenato (2004, p. 5) “[…] as organizações são formadas por pessoas e dependem delas para atingir seus objetivos e cumprir missões […]”, e mais, “[…] para as pessoas as organizações constituem o meio através do qual podem alcançar vários objetivos pessoais […]” (CHIAVENATO, 2004, p. 5). Ao analisarmos a necessidade de relacionamento entre organização e pessoas é possível se analisar a relevância e importância da gestão de pessoas para a organização.
No atual contexto as pessoas não são visto apenas como recursos, mas como parceiros, segundo Chiavenato (2004, p. 7):

[…] Nos tempos atuais as organizações estão ampliando sua visão e atuação estratégica. Todo o processo produtivo somente se realiza com a participação conjunta de diversos parceiros, cada qual contribuindo com algum recurso. […] (CHIAVENATO, 2004, p. 7).

As pessoas estão deixando de ser vistas pelas organizações apenas como mão de obra detentora da força de trabalho e passando a serem colaboradores ou até mesmo parceiros, onde só é possível a organização realizar alguma tarefa com a “participação destes parceiros”.
Essa visão não pode ser ignorada ou deixada de lado visto que as pessoas devem ser vista como parceiras da organização , segundo Chiavenato (2004, p. 8):

[…] As pessoas devem ser visualizadas como parceiras das organizações. Como tais, elas são fornecedoras de conhecimentos, habilidades, competências e, sobretudo, o mais importante aporte para as organizações […] (CHIAVENATO, 2004, p. 8).

As organizações que perceberam a necessidade de considerar as pessoas como parceiras usufruem de ganhos em diversos aspectos, as pessoas constituem para integrante do capital intelectual da organização e as organizações bem-sucedidas se deram conta disso e tratam seus colaboradores como parceiros de negócios e fornecedores de competências e não mais como meros empregados contratados (CHIAVENATO, 2004, p. 8).
Apesar de ser necessário o reposicionamento das pessoas nas organizações, as pessoas só se tornaram referencial de competitividade para as empresas do país no início dos anos 90. Embora muitas multinacionais realizassem experiências na gestão de pessoas na década de 80, pouca atenção foi dada à gestão nas filiais. (DUTRA, 1996, p. 150).
O reposicionamento das pessoas dentro do contexto organizacional demostra ser vantajoso e ao mesmo tempo necessário visto a constante e rápida mudança do perfil do trabalhador moderno. Essa postura  é facilmente observada em organizações que possuem uma cultura organizacional inovadora, Segundo Godoy (2009, p. 20):

[…] A cultura organizacional é outro fator intangível referenciado na literatura através de estudos empíricos, como influenciador nos processos de manutenção e promoção da inovação organizacional. Algumas pesquisas mostraram que organizações inovadoras possuem certas características culturais diferentes das demais. […]”(GODOY, 2009, P. 20).

A forma como a organização de comporta e se posiciona pode dizer exatamente como os colaboradores estão posicionados dentro da organização e qual valor eles têm. O aprender cotidianamente e a gestão do conhecimento resultante do processo de aprendizagem são associados, mas frequentemente, a culturas organizacionais facilitadoras da inovação que ao reposicionarem as pessoas na organização possibilitam um melhor aproveitamento de suas capacidades cognitivas (GODOY 2009, p. 25).
Segundo Chiavenato (2004, p. 70):

Não basta ter objetivos rotineiros de aperfeiçoamento, isso é o mínimo. É preciso emplacar objetivos inovadores. Assim, a definição dos objetivos globais da organização conduz à formulação da estratégia organizacional. (Chiavenato, 2004, p. 70).


A estratégia organizacional inovadora só funciona quando possui pessoas que apresentam engajamento, que estão comprometidas com a organização. O mundo continua mudando e as mudanças são cada vez mais velozes e rápidas (CHIAVENATO, 2004, p.37). Portanto o contexto organizacional em que as pessoas são o principal ativo estratégico é possível que haja resultados superiores ao das organizações tradicionais, em cenários econômicos e sociais semelhantes.



REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 2. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.


DUTRA, Joel Souza. Administração de carreiras: uma proposta para repensar a gestão de pessoas. 1ed. São Paulo: Atlas, 1996.


GODOY, Renata Semensato Pereira de. Relações entre cultura organizacional e processos de inovação em empresas de base tecnológica. 2009. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2009. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18140/tde-20102009-164640/>. Acesso em: 2014-11-04.